Estudo administração e nesses 1 ano e meio cursando, aprendi que a maior incógnita de qualquer administrador, RH, professional dentro de uma empresa é essa: a motivação do funcionário.


Funcionários desmotivados, não dão o seu melhor, não cumprem prazos, não batem metas e pior, não frequentam o ambiente de trabalho.


É papel da empresa criar uma boa EVP e trabalhar em cima de fatores motivacionais para recrutar e reter o profissional, afinal qualquer processo seletivo é de grande desgaste, tanto financeiro quanto de tempo.


Mas será que o problema está mesmo nas empresas e não nos funcionários?


Auto-estima elevada está diretamente ligada a motivação, aquele que se sente bem onde está, confortável e sabe o que faz, dificilmente terá rendimento inferior, as propostas da empresa apenas vem a motivá-lo ainda mais e agregar valor a seu trabalho.


Porque um blog de moda está falando disso?                                           


Acordei hoje, querendo mudar. Há um certo tempo em que não escrevemos na Penso e diversas vezes o site passou por esses momentos, assim como muitos funcionários, empresários, empreendedores, terceirizados por esse mundo, há um bom tempo sinto-me desmotivada a escrever e me pego naquela desculpa esfarrapada “estou sem inspiração”, como se eu fosse uma espécie de Hemingway da moda.


Mais recentemente vi um filme brasileiro chamado amor.com, fofinho, com tema clichê e cativante de fácil agrado ao público. A moça famosa, bem vestida e boneca se apaixona pelo nerd que só entende de computadores e jamais havia sonhado em ficar com uma menina como ela. O filme aborda uma vlogger e sua conduta para com a moda, que é atuada de maneira frívola e como absolutamente todos pensam que moda é: fútil, o que existe, mas não é a máxima do segmento, o que chama a atenção é o que a vlogger decide fazer no final do filme e por incrível que pareça há uma profunda veracidade em seu ato. Não vou contar spoilers, mas garanto que vale repensar um pouco nesse novo mundo de redes sociais e a bagagem de imagem e culto a ela, que elas trouxeram.


Pessoas fazem propaganda de produtos que usam, mas como se usassem apenas eles, o instagram virou uma vitrine virtual do que é cool e se não está lá é out.


Me lembro muito bem de uma frase que a Big Boss da moda disse no documentário September Issue, algo mais ou menos como: “as pessoas julgam tanto a moda porque as que estão de fora, adorariam estar dentro e fazer parte do grupo cool.”


Quem sou eu para descordar dela, inclusive concordo em gênero, número e grau. Mas acontece que como toda profissão há coisas as quais não nos orgulharemos e acabamos por fazer aquela pergunta: “eu amo, mas será que vale a pena?”.


Fui muito avisada para seguir um outro caminho, por incrível que pareça a moda é feita para aqueles que tem estômago forte, porque existe corrupção, intriga, crime, escravidão e gente querendo tirar proveito do próximo o tempo todo. Mas adivinhem, não segui o conselho.


Então vos explico minha falta de motivação, ter passado por algumas situações que me fizeram pensar se realmente sou boa naquilo que faço, se sou boa o suficiente para continuar, decepção e falta de perspectiva, mas sabe aquela história ligada a grana? É então.. Vivemos em um paradoxo gigante onde apenas o dinheiro não satisfaz o “eu interior”, mas aquilo que amamos fazer não paga a comida do mês.


Esse mês começo em outro segmento, mas não, não vou abandonar a moda, sabe porque? Porque ela não me abandona, nasci no dia 15.11.1995 e ela estava lá como minha gêmea e temos uma história linda de amor, onde eu entendo ela, admiro e amo os modos de se vestir, temos que abraçar o que é nosso e aceitar o que nos é dado, amo me vestir, amo vestir aos outros, amo fazer fotos e produções, mas mais do que isso, amo ver coisas sendo realizadas. E como as histórias de amor, as vezes as relações são abaladas por cosias bobas e pensamentos nocivos, sem motivo.


Pode-se dizer que nesses dois meses sem conteúdo, sai do limbo hoje e me lembrei o motivo pelo qual São Paulo se tornou minha casa no dia 25.02.2016.


Esse texto é um pedido de desculpas ao tempo em que o site está sem movimentação e uma promessa de que isso nunca mais vai acontecer, pelo menos uma vez por semana teremos um conteúdo de qualidade.


 


Aprendi com Katrina, em amor.com, as pessoas gostam de saber do íntimo dos outros e talvez por isso as redes sociais são o que são, nesse post, hoje, resolvi abrir o meu e espero que cada um que ler e se identificar pense em fazer aquilo que mais gosta na procura de se reencontrar e não deixar a zona de conforto ficar confortável demais, afinal para aqueles que tem ânsia por mudança e novidade, a zona de conforto pode ser o lugar mais enlouquecedor do mundo.


You can tell Jesus the bitch is back.