Me desculpem o tamanho que o texto terá, mas geração de conteúdo com poucas palavras não é geração de conteúdo é chamada para conteúdo: TWITTER.


“É um estranho tempo na moda e para o mundo em geral.” disse Lucas Ossendrijver


Sou suspeitíssima para falar de menswear. Amo, olho sempre a ala masculina da Zara, porque encontro muitas coisas por lá.


Ontem assisti ao último 007 – Contra Spectre e fiquei embasbacada com os “looks” do nosso querido James Bond, 007 é um clássico e a elegância luxuosa do britâncio também, mas creio que neste último filme – talvez por ser o último Bond de Daniel Craig – o figurino foi pensado com maestria.


Em qualquer post, comentário, blog, site de moda que você ler, muito das publicações virá com o gosto pessoal de quem as escreve e obviamente este post possui 100% do meu gosto pessoal e DNA.


Gosto de streetwear, Public School é uma das minhas marcas preferidas e concordo com o recentemente falecido Bill Cunningham, o melhor desfile de moda é a rua.


Voltando ao maior agente do mundo: sua elegância é indiscutível.


Uma combinação impecável dos ternos mais bonitos de Tom Ford dançaram com leveza pelas telas, os tons terrosos combinaram com a filmagem de Tangier na África, onde Lea Seydoux encaixou-se perfeitamente ao lado de James, no melhor do boho chic com sua mini Chloe tira colo em camel combinando com o terno marrom de Bond.


Minutos antes, o agente 7, da linha 00, subiu as escadas até o hotel L’Americane com uma jaqueta em suede caramelo por cima de uma camisa azul marinho e uma calça off white, deixando os amantes de moda e do bom gosto de boca aberta.


James Bond – Spectre


Mas o que isso tem a ver com o menswear? Com a semana de moda?


TUDO! Filmes há um bom tempo vem sendo a grande publicidade de muitas marcas e eu não sou a única que vai para a internet procurar quem foram os mestres que fizeram as roupas dos protagonistas de Hollywood. Centenas de pessoas vão atrás e os filmes acabam por ter a mesma função que os blogs de moda: PUBLICIDADE.


Deixando o lifestyle Bond de lado, vamos ao menswear 2017.


Comecei o post com a frase de Lucas Ossendrijver porque cerca de 10 desfiles antes do da Lanvin eu acabara de pensar quase que o mesmo: “A moda está diferente e todos os estilos estão juntos em um só.”


Os diretores criativos da Dsquared² fizeram o seu manifesto onde teriam todos os holofotes ao seu favor, dessa forma protestaram pelas vitimas de Orlando, tendo orgulho da cultura homossexual com suas botas feitas em Londres e de meia pata gigantescas.


As estampas femininas invadiram o guarda-roupa masculino.


O grunge está presente em praticamente todos os desfiles, assim como o sportwear, mas de uma forma não vista antes: em um mashup dos dois estilos.


O monocromático e a estamparia possuem o mesmo peso nessa temporada, ambos aparecem e ofuscam as outras tendências.


O P&B jamais sairá de moda, assim como o jeans, trench coat, sobreposições o couro que veio e ficou no vestuário.


JAQUETA é a peça da vez. Homens apostem nas jaquetas sejam nas parkas, clássicas, paletós, bombers, de couro, de veludo, de nylon, de lona, as jaquetas são tanta supremacia quanto os tênis e as tendências das marcas esportivas que invadem as passarelas do high fashion, como vimos na Comme des Garçon Plus: Nike Air Force nos pés de pelo menos metade dos modelos.


02 Menswear Spring Summer 2017


O que falar do fenômeno Gucci?


Sim “serhumaninhos”, FENÔMENO do slider-mocassin de pelos que virou sem pelos e dominou os streetstyles e até mesmo fez a cabeça de outros diretores criativos na inspiração de um modelo tênis – esportivo no estilo, Christopher Kane está na seleção de imagens para provar.


Mais uma vez voltamos há uma referência de posts passados onde já falamos sobre o conforto. O fashion sempre foi mais confortável para os homens do que para as mulheres, mas até quando há conforto quando você precisa andar de sapatos sociais que são duros e machucam os pés? Até hoje. Hoje mudou, as solas são esportivas com cabedais clássicos, os sapatos possuem solas coloridas onde o fun brinca com o rock, clássico, boho, chic, o nome que você quiser dar.


Salvatore Ferragamo apostou em um sapato comfy, porém com o DNA clássico da marca e a elegância italiana em fazer o melhor menswear do mundo.


As marcas dos outros lugares que me desculpe, a França é a mãe da Haute Couture,  e a cada temporada a nova Vetements vem fazendo a cabeça dos fashionistas – inclusive a minha – mas para chegar aos pés das gigantes italianas masculinas ainda falta um bocado.


D&G trouxe o seu barroco de forma diferente, uma bomber com estampa de abacaxi fez um HiLo – sim, eu sei que HiLo é usado quando peças baratas e caras são mixadas, mas como o post é meu, my rules baby – de estilos com a calça de alfaiataria preta, os ternos estampados brincam com as calças lisas ou até um monocromático de estampas como vemos no Alexander McQueen.


Há moda para todos os gostos, mas com um olhar treinado para observar o que há de semelhante nos desfiles – sim, isso é a tendência – acreditem quando eu vos digo que o sportwear vai dominar o mundo.


Em termos de cor, os de sempre: azul marinho, preto, vinho, branco e cores escuras continuam na cartela de cores masculinas, nessa temporada os tons terrosos e off white predominaram nas catwalks e nos looks dos consumidores deste mercado em expansão: a moda masculina e sua vaidade.


Além disso, posso lhes falar com precisão que “ROCK IS NOT DEAD”, pelo menos não na moda, os coturnos também estão presentes na temporada inclusive com um look esportivo na Dior Homme, nos sapatos grossos da D&G, nas correntes da Givenchy e com suas referências espalhadas e fincadas nos diversos estilos, uma vez que a jaqueta perfecto veio e ficou assim como o Converse All Star.


A bomber jacket está presente em todos os desfiles, assim como a bomber pant com os calcanhares mais apertados e as calças cada vez mais skinny, afinal se nós adaptamos grande parte do guarda-roupa masculino, porque eles não podem adaptar o nosso?


É isso que está acontecendo com o mundo da informação, ela é de todos e cada um pode fazer o que quiser com ela, por isso a moda como todos os outros setores está diferente do jamais visto antes, as passarelas precisam ser diferentes e inovadoras para que você, eu, nós possamos comprar de acordo com o nosso DNA e fazer o verdadeiro desfile: O STREETSTYLE.