É vivemos o momento presente, o agora, o ser já, ouvir imediatamente, vestir o eu e dançar o meu movimento.


A sociedade do consumo atual é a sociedade do imediatismo sim, mas com certeza vivemos o comportamento da autenticidade do vestir, da verdade do eu sou, da identidade única e autêntica.


O desfile Verão 2017-18, aclamadíssimo da parceria Tommy Hilfiger e a modelo Gigi Hadid é a prova contundas deste comportamento imediatista.


A coleção capsula foi feita para atender a demanda see now, buy now. Mas o clima é relax, casual, descontraído, com DNA do verão californiano desfilado na Venice Beach abarrotado de celebridades L.A e com a ginga boho americaníssima dos anos 70, em seu Insta a marca se autodenomina #Tommyland.



Listras trend Navy ou Sportwear pode escolher, Jeansmania lavado e patch pregados superexpostos em calças, vestidos, jaquetas e shorts. O patchwork love store por todos os lados de vestidos curtos a longos com modelagem de pontas enfatizando os lenços.



As cores dos EUA:  branco, vermelho e marinho é apresentada em looks e principalmente nos maiôs. O nacionalismo da cartela de cores enfatiza no ar a união do pensamento liberal e igualitário que fundou a nação da terra do eldorado e da liberdade, neste momento histórico do presidente atual.


Nos pés botas cowgirls, birkens absurdamente ornamentadas, plataformas chino e patch. Nos ombros big bolsas e nas cinturas baixas cinto country.


Bandanas nos looks e no final do desfile a exata comunicação de unidade e inclusão que a moda prega num desfile para lá de comercial, mas com muita atitude libertaria e leve das California Girls.


Vejo o desfile, fotos, vídeos, redes sociais ouvindo um dos DJs do momento Alok, faço parte da geração que fez à música eletrônica ser ouvida, dançada e exigida como significado de liberdade, e digo especificamente a house. Pensa numa pessoa que se irritava com a palavra que virou expressão de designação de algo novo. _ Ah,  ela é clube!, Raramente as pessoas falavam sequer a palavra correta: clubber. Por favor cuidado com as palavras e coisas.


"Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo."


Michel Foucault


Gostar de house music, ou outro gênero eletrônico não lhe reduz a clubber, mas lá na década de 80 era por aí!



A história deste DJs é muito inspiradora, me desculpe se alguns sabem, mas muitos não sabem por isso bora falar do cara.


Alok Petrillo vem de uma família de artistas, avô cineasta, avó desenhista, tios fotógrafos e pai, mãe, irmão e primos Djs. Ele é filho das lendas vivas do trance,  os DJs Juarez Petrillo, o  Swarup e Ekanta Jake. Aos 10 anos começou a aprender a tocar, brincando de música com o irmão gêmeo Bhaskar, sendo ensinado pelos “tios” Pedrão e Zumbi.


Os gêmeos, andando de skate, bicicleta, brincando, crescendo e compondo juntos criaram o Logica. Com 19 anos, após uma temporada em Londres, cada um acabou desenvolvendo um projeto paralelo e Bhaskar montou, com Priscilla Petrillo, o Second, projeto de psytrance; e o Exxodus, de low bpm. Alok, depois da separação da dupla, passou a criar faixas para seu projeto solo, que tem seu nome.


Não foi uma transformação fácil. Ele teve que se redescobrir e deixar que seu novo som encontrasse seu público. Teve que conciliar o curso de Relações Internacionais, com os sets e festas para tocar. Mas não desistiu do seu amor pela música. Antes disso tudo dar certo, Alok acreditou no seu sonho. E fez seu sonho acontecer. E seu próprio som levou para o mundo.


“No começo eu fui na contramão de tudo. Meu pai chegou e disse: - Alok, você está fazendo house, isso não tem nada a ver. O psytrance é garantido”. Mas hoje Swarup agradece ao filho por não tê-lo escutado, porque reconhece que Alok está chegando em locais que eram inalcançáveis para o pai. Vindo de uma família intimamente ligada as artes, esse apaixonado pela música está quebrando todas as barreiras e rótulos com o seu som.


Reinventando melodias e criando de maneira única, dançante e expressiva uma música que tirou o underground da pistinha, e transformou UP Club num brand forte, Alok se tornou residente da Green Valley, Tomorrowland, Planeta Atlantida e inúmeros outros lugares pelo Brasil e mundo..


Ele tem consistência musical e história para contar. Ainda criança, percorreu o mundo com os pais. Dos 9 aos 12 anos morou em Alto Paraíso, onde hoje é seu local de reconexão com seus valores, seu refúgio encantado. É pra lá que Alok gosta de ir para equilibrar as energias, conectar-se com a natureza, rever os amigos e a família. 


A leveza do som house e o clima relax das meninas californianas da coleção capsula Tommy+Ggi, dão um bom recado. Você não precisa procurar peso na vida, as provas e expiações virão, haja visto tudo o que vemos por sites, redes sociais, televisão aberta, fechada e imprensa escrita. See now, buy now. Pense leve e seja pleno.


Na Cabeça: muitas novidades e entrevistas, nossa consulting blogger em Sampa Veronique Littmann, promete um bom momento, nos aguardem!