Paris iniciou seus desfiles ontem e já começa com muitas perguntas no ar.


As Maisons Dior e Lanvin desfilam coleções criadas por uma equipe interna, até o presente momento não colocaram ninguém no lugar dos diretores criativos Raf Simons e Alber Elbaz.


Com a saída do Alexander Wang teremos estréia na Balenciaga,  Demna Gvasalia, uma das cabeças do coletivo Vêtements.  Demna e a marca são hype na capital da moda,  sendo assim o desfile da Balenciaga será o mais concorrido e falado sem dúvida alguma.




Mas o assunto que não para de calar  é o tal calendário, desculpa o novo calendário, desfile e roupa disponível imediatamente para compra nos canais off e on line das marcas mundiais.


Em Paris a resistência é declarada, algo bem difrente do apoio existente em NY. Burberry deu a largada apoiado por Marc Jacobs, Tommy Hilfiger, Tom Ford e Prada.


Agora na capital francesa temos o grupo que prefere deixar como esta.  O consagrado estilista Karl Lagerfeld e François Pinault, CEO do grupo Kering, opinaram contra o sistema que vai mudar a forma como o mundo vê e consome moda. Pinault já disse que nada vai mudar dentro da Gucci, dizendo que o que está sendo chamado de “veja agora, compre agora” vai contra o “sonho” que o luxo precisa para funcionar.


Karl Lagerfeld disse à “Vogue” britânica que é contra qualquer mudança no calendário: “Está uma bagunça”, disse no backstage da Fendi. “Grandes marcas conseguem fazer isso, mas já têm que produzir seis meses antes, mostrar para editores, revistas e compradores. E os designers que não têm lojas simplesmente não sabem o que fazer”, apontou Karl. Ele ainda revelou que, além das seis coleções que a Chanel faz por ano, ele ainda produz uma sétima em formato de capsule collection, que não passa por editores e compradores e chega diretamente nas lojas da grife, pronta para venda.


A federação francesa de moda afirma que está feliz com o sistema atual e não pretende mudá-lo: “Nossa clientela é educada e informada sobre como o sistema funciona”, afirmou o corpo de diretores do órgão. No momento, grandes marcas do calendário como Chanel, Hermès, Chloé, Dior e Margiela concordam em manter as coisas como estão.


Minha grande pergunta é como fica os dois sistemas para o mundo do negócio da moda?  Cá entre nós muitas soluções serão adaptadas como já vimos e veremos para esse comportamento do negócio do varejo, e vai ser cada um a sua maneira, porém consumidor e consumidora como sempre, são os nossos verdadeiros objetivos, então…