High heels of I’m feelin’ alive!


Acredite se quiser, muitas marcas abdicaram dos saltos altos e optaram por flats, as mais ousadas se quer pensaram em acrescentar em seu mix algum sapato de salto alto, outras já fizeram um mix com flats e saltos altos, como podemos ver botas e sapatos fechados também. Ces’t la Haute Couture.



O que é tendência?


O que é desfilado na maioria das marcas de forma similar ou igual nas  temporadas de moda.


O que é desfilado na Alta Costura é a viagem pessoal e a criatividade exclusiva de cada diretor criativo de cada marca, sem pressões gigantescas de um mercado capitalista para bater metas de vendas, a Alta Costura vende, vende um sonho, vende vestidos que são usados no Oscar, roupas usadas por celebridades universais, roupas com infinitos zeros atrás da nota fiscal, obras feitas a mão, a alta costura vende arte.


Se você parar e analisar todos os looks desfilados na Alta Costura, é possível encontrar algum traço e outro de cores, tecidos e texturas que poderiam ser aplicados como tendência, mas acontece que a Haute Couture não é tendência, não é todo mundo que pode fazer uma coleção de alta costura e desfilá-la.


Gaultier como sempre, ousado, desfilou diversos twin-sets em veludo, ornamentações nas cabeças das modelos e alguns vestidos.


Chanel saiu do habitual tweed e babados e aquela coisa Karl Lagerfeld para Chanel o qual estamos acostumados a ver e nos trouxe uma Belle Époque luminosa, looks dignos de Blair Waldorf mas Serena Van der Woodsen com certeza pegaria algum emprestado.



Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Picolli eram incríveis juntos, mas acredite se quiser, são melhores separados.


Pierpaolo Piccioli trouxe uma coleção na Valentino a  sua medida minimalista, que remete ao inicio da civilização grega, com tecidos fluidos e cores claras e pasteis, alguma estampa e outra, mas em sua grande maioria, peças lisas.


Maria Grazia, o nome por trás da gigante Dior desfilou sua primeira coleção de Haute Couture para a maison nesse janeiro. 


Voltando a ultima temporada de moda da Christian Dior e primeira coleção de Maria Grazia Chiuri, eu, odiei. Elogiada por muitos, aclamada por todos os lados com seu protesto feminista - essa parte, foi a única que me agradou - por mais mulheres como diretoras criativas e uma coleção com muito tule, em contra partida a coleção de Haute Couture da Christian Dior - Spring 2017 é a minha preferida. Vocês já assistiu Tinker Bell? Isso, aquele filme da Fada Sininho, me senti lá, no reino das fadas, com roupas que fadas usariam, o new look Dior foi homenageado em looks preto e branco que facilmente poderiam ser usados pela rainha das fadas, Maria Grazia conseguiu criar uma atmosfera completa de um fairytale comercial incrível.



Ellie Saab e seus looks ornamentados que valorizam a silhueta da mulher, voltados para enfatizar ou “desenfatizar" cada área do corpo, looks dignos de red carpet!


Maison Margiela pode ser definido em uma palavra: DESCONSTRUÇÃO. Mas uma desconstrução nova, uma desconstrução de um novo John Galliano.


Mas o engano é grande daqueles que acham, que na Haute Couture só há espaço para vestidos de cerimônias como o Met Ball ou o Oscar, há jeans, over the knees, vestidos curtos, xadrez, moletom, há um pouco de cada, mas o que mais vemos é a criatividade e o estilo, o DNA mais puro de cada marca, vemos uma coleção feita com o coração, com a ideologia e credo de cada diretor criativo, vemos roupas que enchem os nossos olhos, vemos uma arte em movimento.