Responsabilidade, desafio e nervosismo. São esses os sentimentos ao escrever o meu primeiro post sobre a segunda das duas maiores feiras da calçado do país.


Começou neste ultimo domingo 26.06 a Francal. Embora, eu trabalhe no setor há apenas 5 anos, vou em feiras desde a infância, tenho vagas lembranças dos corredores enumerados e separados por letras, desde muito tempo. Quando eu comecei a feira já estava bem menor do que o começo dela e a cada ano as feiras sofrem uma redução drástica em tamanho.


Particularmente não acho essa redução algo ruim, acho que isso faz parte da seleção natural do capitalismo, aqueles que são bons e sabem fazer negócios continuam em polvorosa com seus stands finos e grandes.


Só para lembrar em 47 edições da Francal o número de lançamentos por ano aumento para mais do que o dobro por ano devido as necessidades do comportamento do consumidor ou consumo e o número de feiras segue o mesma necessidade e politica local de cada estado, região ou setor.


Somos de um estado onde tamanho representa fartura, quanto maior melhor e numa feira onde 80% das marcas são gaúchas, o tamanho diz muito, acredite.


Fui para mais uma feira com o pensamento que paira sobre o estado da melhor carne do país, “ano de crise”.


Mas acreditem, a surpresa foi grande. Diferente da Couromoda em Janeiro que estava com os corredores lotados, stands vazios e vitrines iguais, a Francal surpreendeu positivamente.


Não estava com os corredores lotados, mas sim os stands, as vitrines inovaram, cada marca trouxe o seu DNA próprio e os corredores serviram para o que foram feitos: passagens, encontros e desencontros.


“A necessidade é a mãe da criatividade”, com certeza essa frase está estampada na Francal. As empresas que detém a maior parte do mercado continuam com seus clientes e metas, mas o que podemos falar quando o aluno faz o dever de casa?


Estamos em um ano complicado, um cenário conturbado, uma política instável e convivemos diariamente com um ser humano sem senso de coletividade, mesmo que não pareça este é o momento de pegar o limão e fazer dele a limonada.


Usando o post anterior como inspiração, vos digo: a solução pode ser muito mais simples do que vocês imaginam e com certeza eu sei o que NÃO é a solução: RECLAMAR.


O que mais foi visto na feira?


Algo que é dito neste blog, consultorias, palestras de informação há vários anos: TÊNIS.


O mundo está mudando, a cultura está mudando, desde a revolução industrial estamos em uma constante revolução que parece ser silenciosa mas é muito mais alta do que qualquer outra, vivemos na era da informação, onde aquele que a possui é o cara com a bola da vez.


De informação de moda, varejo e negócios, posso afirmar: se você ainda não fez algum tipo de tênis, você está OUT.


Seja branco, caixa alta, caixa baixa, vulcanizado, jogging, sportwear ou casual, em todos os stands, sem excessão há pelo menos um modelo de tênis – isso quando a vitrine do stand é única e exclusivamente vários TÊNIS.


Em uma era onde o stress diário consome com a energia humana o conforto é a única sáida, tirem das suas cabeças que mulheres preferem o desconforto para estarem “na moda”, afinal o que é “estar na moda”? Em meros 5 anos, minha resposta é simples: é sentir-se bem com aquilo que se veste.


Mas não leve isso para o pessoal e me chame de louca, a meia-pata, o salto fino, a sandália de salto alto, a bota continuam na infinidade de sapatos da mulher centopéia.


Há clássicos assim como Mademoiselle Chanel, nunca sairão de moda porque se tornaram cultura, tanto quando o jeans, a combinação black & white.


A sandália clássica de duas tiras é febre, oxfords com solados grotescos e cores em specchio prateado chamam a atenção, construções em saltos grossos e cabedais delicados, plataformas em madeira com o cabedal rosa de fitas.


O fun de Jeremy Scott parece ter mexido com a cabeça dos diretores criativos e adivinhe só? O resultado é incrível, pelo menos na Dumond. Eu jamais poderia terminar este post sem falar – para mim – do melhor produto da feira: o tênis que possui vários pins! Isso mesmo, há pins com todas as letras do alfabeto e outros desenhos que você pode colocar no cadarço dos tênis para criar um visual do seu jeito e claro, personalizado.


Há sapatos para todos os gostos, há os clássicos que estarão nas feiras daqui 150 anos, há inovações de diretores criativos, mas com prazer posso falar: SNEAKER IS THE NEW BLACK!!!!


Na cabeça: nos próximos posts fotos das coleções verão 2017 dos expositores, nos aguardem!