Nova York acabou, Londres também, Milão já está quase no fim dando abertura para a savoir-faire da moda: Paris Fashion Week, a semana de moda mais glamourosa do mundo, com todos os holofotes, blogueiras, jornalistas e mídias unicamente voltados para ela.


Tem um tempo que não escrevo um post falando de tendências, das antecipações  e o post de hoje também não é um post de tendênNova York acabou, Londres também, Milão já está quase no fim dando abertura para a savoir-faire da moda: Paris Fashion Week, a semana de moda mais glamourosa do mundo, com todos os holofotes, blogueiras, jornalistas e mídias unicamente voltados para ela.


Tem um tempo que não escrevo um post falando de tendências, das antecipações  e o post de hoje também não é um post de tendências.


Vejo a roupa e a desenvoltura dos looks na passarela como os sentimentos e relações. É possível sentir o que cada designer sentiu e quis passar na criação de cada peça. Analisar, olhar cada desfile e treinar o olho para uma tendência especifica é relativo, o que temos visto ultimamente esta apresentado em termos gerais em: sportswear, leveza e caimento em seda, veludo, peças estruturadas, cintura marcada, vintage, era vitoriana. Encontramos centenas de tendências e palavras que podem servir de inspiração para outros fazerem suas coleções em diversas partes do mundo. Com as ressalvas de Moschino, Jeremy Scott e designers com um estilo extremamente pontual e específico, que transmitem a sua essência, vi os desfiles dessa vez sem muito entusiasmo.


Talvez seja meu estado de espirito sendo refletido na minha analise, assim como o estado de espirito dos designers refletiu nas coleções que eu vi, estou doente há alguns dias, com picos de melhora e recaídas, sofro há anos com uma alergia terrível e em São Paulo, atire a primeira pedra quem nunca sofreu com uma rinite ou sinusite, imunidade baixa e aquela amigdalite básica bate na porta, tudo influenciando meu estado de espírito.


Fendi clássica com seus trench-coats de pele, Tod’s trabalhou muito em couro, Versus Versace em Londres me surpreendeu por looks diferentes do que estamos acostumados a ver. Roberto Cavalli beirou o minimalismo - pasmem - não vou falar sobre Gucci, pois isso renderia um post, não tão legal assim, detestei essa coleção e a marca vem me decepcionando desde a troca de diretor criativo. 


Voltando ao estado de espirito. Nossas emoções e sentimentos afetam todo o nosso entorno, seja a nossa energia ou a do vizinho, o nosso trabalho, a nossa vida pessoal tanto para o bem como para o mal. Algumas pessoas são calmaria, outras tornado, o que reflete na coleção, dependendo do estado de espirito de cada diretor criativo,  enchendo nossos olhos ou nos causando o desejo de não as termos visto. É carnaval, a cidade está a mil, as pessoas estão empolgadas e eu estou em uma sala com o ar condicionado ligado pensando no meu trabalho, na minha vida e escrevendo esse post/diário para vocês. 


Karl Lagerfeld, para mim, é exemplo de determinação e perseverança, mas aposto que ele já esteve no meu lugar, com o estado de espirito um pouco baixo e adivinha só? Ele provavelmente, não deixou que isso o consumisse e está há mil anos na frente da Fendi e metade desses mil na Chanel, fazendo moda, vendendo moda e impressionando na Haute Couture.


Momentos difíceis existem para todos, cada marca, cada empreendimento passou, passa ou passará por alguma fase conturbada, o país está em uma situação complicada, a moda é tida como fútil, os estudantes são sonhadores que ao se depararem com a realidade sofrem com a decepção, não nos é ensinado na escola que o glamour acaba na porta do backstage. Mas a vida ensina, que muitas vezes a arte nunca vem da felicidade ou da beleza.ias.