Tenho 1m e 55cm e dificilmente me sinto representada pelos desfiles ou fotos de moda, longe de ser esguia e magérrima como uma modelo, hoje em NY Tommy Hilfiger trouxe algo com que as pessoas possam se identificar,  lhes deixo imagens que representam a diversidade e a realidade da moda.

    Auto-estima e amor próprio. Todo adolescente principalmente no ensino-médio já teve algum conflito com sua aparência em alguma etapa desta jornada. A escola não é fácil e é quando começamos a descobrir sentimentos e sensações que nunca tivemos antes.

    É quando a maioria dá o seu primeiro beijo, tem o(a) seu(sua) primeiro(a) namorado(a).

    A auto-pressão começa muito cedo para a maioria, os padrões definidos pela sociedade e muitas vezes pela própria moda são cruéis, a ditadura do corpo perfeito e o exibicionismo atual das redes sociais têm causas e efeitos inimagináveis na geração mais nova, causas, essas que a nossa geração talvez, nunca entenda.

    Antigamente íamos para as festas e aproveitamos da forma que queríamos sem a preocupação de estarmos sendo expostos o tempo todo, hoje qualquer deslize, pode ser filmado e interpretado de forma errada, mas o suficiente para condenar os próximos meses daquele que foi filmado ou fotografado em um momento ruim.

    Desde sempre tive muita referência do mundo da moda em minha vida, ambos meus pais são formados e atuam na área, o ato de vestir-se nunca foi algo banal em minha casa, quase sempre sendo um ritual o que contribuiu e contribui de forma extremamente positiva para minha auto-estima. Muitas vezes não ouvi que eu estava bonita, mas quase sempre ouvia "que estilo", "nossa que roupa bonita", "a Vero se veste muito bem" e de certa forma minha identidade foi moldada em cima disso.

    A Universidade de Northwestern nos EUA fez um estudo que chegou a comprovação de que: a vestimenta afeta os níveis de autoestima e o humor e a confiança dependem de uma autoimagem saudável, chamando este fenômeno de Cognição da Indumentária que pode ser manifestado pelo significado pessoal atribuído à alguma roupa e a experiência física de uso.

    Poucas pessoas sabem, mas o Setembro Amarelo é um mês para a conscientização do suicídio, assunto extremamente polêmico e mal interpretado por muitas pessoas, quantas vezes você já não ouviu alguém falar "fulano diz que está com depressão, isso é bobagem!". 

    Vos digo, não é frescura! O melhor amigo de minha mãe, considerado como um tio tirou sua vida há três anos e deixou uma carta a punho para a família. Muitas vezes parece que as situações são distantes, até que aconteçam conosco para que possamos abrir os olhos.

    O auto-extermínio já é a segunda causa de morte dos jovens entre 15 a 29 anos, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito, quando analisa-se a faixa etária o suicídio está presente como a segunda causa de morte entre meninas dessa faixa e a terceira entre meninos.

    O Brasil está em oitavo no ranking mundial de países com o maior número de suicídios, tendo em média um auto-extermínio a cada 46 minutos, acredita-se que as medidas governamentais têm grande papel para a prevenção destes atos.

    A  CVV (Centro de Valorização da Vida) atua desde 2018 através do número 188 atendendo ligações de prevenção de suicídio, voluntários bem treinados atendem as ligações e dão apoio emocional à pessoas que precisam conversar, todas as ligações são sigilosas visando proteger a integridade das pessoas que estão passando por um período difícil. 

    Você já pensou o quanto um elogio pode mudar o dia de alguém? Para nós pode ser algo bobo, mas o fato de elogiar o cabelo, o jeito, a roupa de uma pessoa pode impactar de maneira positiva muito mais do que o dia.

    Não menospreze a dor do próximo.

    Se você conhecer alguém que está passando por uma fase complicada incentive a busca por ajuda profissional, a CVV pode ajudar a encontrar o melhor caminho, não finja que nada está acontecendo ou que não é grave.

    Finalizo meu post de hoje com a maior tendência e mais atemporal de todas, uma tendência que nunca sairá de moda e sempre será a parte mais bonita de qualquer pessoa: EMPATIA.

    Juntos, podemos ajudar ao próximo e reduzir os índices de suicídio no Brasil, juntos podemos preservar o nosso maior bem: a vida!